Numa tentativa de deixar de ser egocêntrica, fujo do "eu" e entro no "ela", espiando pela fechadura da alma alheia... Marcia Mattoso





quinta-feira, 15 de novembro de 2012

NO FUNDO, SEMPRE SOZINHA



Com um baita nó na garganta, sentindo-se rejeitada, chorou até secar sua alma, livrando-se de toda mágoa e desgosto. Seguindo em frente, sozinha, criando um novo caminho.

Marcia Mattoso


TRAGÉDIA BARATA


A sua vida sempre foi muito conturbada, sem sentido, cheia de coisa errada, cheia de barulhos (muito barulho por nada), parecendo mais uma tragédia barata. Tentou fugir, tentou sumir, conhecer novas pessoas, novos romances, novos mundos e mais uma vez deu em nada, mas de cabeça erguida, com a voz baixa, resolveu sorrir para a vida e novamente partiu, voltou de onde havia saído, voltou sem nada mudar, voltou para casa (em paz e feliz?) do jeito que nunca quis.

Marcia Mattoso


O MILAGRE DA VIDA



De olhos fechados, se atira ao ar, fica muda, esconde, guarda, busca...mistérios, lugares, olhares que reflitam seus olhos turvos e enganem a sua visão, além do alcance, além da alma. Parece miragem, seus pés fincam o chão, buscam a energia da terra, o domínio do ar, o milagre da vida.

Marcia Mattoso



REAÇÃO


Fraca, num fiapo de voz, lança mão de todas as cartas e olho no olho, olho por olho, sendo apenas racional, leva a nocaute quem lhe fez mal.

Marcia Mattoso


ACORDAR


Ela percebe que já não vive mais...o seu mundo foi transformado por alguém que chegou, invadiu espaços, tomou posse dos sentimentos e fez da vida dela uma enorme mentira.
Tudo o que vive é um mistério, um segredo a ser guardado, uma história, um engano e então ela começa a perceber que é chegada a hora de acordar, crescer e viver.

Marcia Mattoso